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As roturas da raiz meniscal são lesões importantes do joelho, muitas vezes subdiagnosticadas, que comprometem a capacidade do menisco distribuir carga e proteger a cartilagem.
Quando a raiz rompe, “perde-se a tensão em aro” e ocorre “extrusão meniscal”, o que aumenta significativamente as pressões dentro da articulação e acelera o desgaste da cartilagem.
Estas lesões são frequentes em pessoas acima dos 50 anos, sobretudo com joelho em varo, excesso de peso ou degenerescência meniscal, mas também podem surgir após traumatismos associados ao ligamento cruzado anterior.
Sem tratamento adequado, a progressão para artrose é rápida.
A reparação cirúrgica da raiz é hoje considerada o tratamento de referência nos casos indicados, permitindo restaurar a função meniscal e atrasar a degeneração articular.
Existem duas técnicas principais:
Técnica transtibial, mais robusta e utilizada em doentes ativos;
Técnica com âncora, menos invasiva e adequada a casos selecionados.
A reabilitação é fundamental para o sucesso. Nas primeiras semanas privilegia-se a proteção da reparação, com limitação da carga e da flexão do joelho.
A progressão é gradual, respeitando dor, derrame e controlo muscular. Entre os 3 e os 4 meses reforça-se a força e o controlo neuromuscular, e o retorno a atividades recreativas costuma ocorrer a partir dos 5-6 meses, mediante critérios funcionais bem definidos.
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